sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

2009

andei pensando e acho que não seria justo com 2009 se deixasse seu fim passar assim, totalmente em branco.
não seria justo com todos os fuscas amarelos fodas de fuder, ou com os homens negros que vendem sorvetes de maracujá, com pão de queijo avantajado. com SP, SP e SP... e BH... e nem com aquele bendito e esclarecedor dia sozinha no Rio das Almas... nem mesmo com BSB, que, vou admitir, me ganhou de vez.

2009 realizou as profecias. todas elas. sem moderação.
o que quer que tenha sido uma pendência, deixou de ser.
foi ano medonho. e indescritivelmente bom.

2009 teve porão do rock com bonfá, dado, pedestal com rosa branca, 60.000 pessoas na esplanada dos ministérios.
porque também teve melancolia, graças a deus!

tb teve tiê, ac/dc e, bem no finalzinho, uma volta triunfal ao smashing!!

teve miados estridentes me esperando na porta, qndo chego em casa. e mesmo que às vezes minha paciência deixe a desejar, sem ele tudo teria sido muito mais chato...

teve velhas novas paixões. e novos velhos amores.

teve, principalmente, esforço.
uma pitada de melhoria no auto-conhecimento e surtos, de certa forma, bem equilibrados, eu diria!
teve quebra de preconceitos. teve novos interesses pra vida toda.

PROFECIAS!!! (hein, bruna?!)

reviravoltas quase mexicanas.
boas comédias e grandes terrorismos.

estórias históricas.

teimosia.
superação.
realização.
afirmação.

...e 2010 ainda ameaça com uma locomotiva!
pois que venha, então!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

é sempre assim...

tá lá a brescia fazendo birra
ou a brescia ferrada na vida
ou a brescia desesperada com a vida
ou a brescia angustiada e esquisita...

tá lá a brescia sem saber explicar
a brescia sendo fresca
a brescia desengonçada, pedindo alguma coisa que não sabe o que é
a brescia chata pra cacete...

mais que o normal.

daí ele aparece.
como sempre, ele simplesmente aparece...
e como se fosse fácil, como se fosse um piscar de olhos, ele reestabelece a sanidade mental da brescia, a faz rir da desgraça e das piadas sem graça, diz com toda a certeza do mundo que tudo tende a piorar, mas que essa merda vai passar... pra dar lugar a uma outra, provavelmente... mas os intervalos valem a pena... e diz com calma. e diz com carinho. e diz resignadamente. ao mesmo tempo... com palavras questionáveis, mas do jeito exato.

e depois da certeza de estar tudo bem, ele vai embora...
almoçar.
vai trabalhar.
vai sumir. outra vez. como sempre.
e vai voltar.

que nem o chapolin colorado...

Aujourd'hui j'ai fais une chanson,
ça c'est très elegant,
un oiseau, como se diz?
Est entré par la fenetrê e parou.
J'appelle pour mon chat:
ou tu veux ou tu veux pas.
Como vai você?
Actuellement, je been travaillé.
La famille jouit d'une bonne santé.
Bonjour madame, s'il vous plaît.
O que você vai querer?
Je veux deux brioches et un café au lait pour la journée. Pois agora j'ai du sommeil.
O que você quer?
Eu sei, je sais.
Laralaralalaralaralarala,
me encontre agora lá na esquina do hotel.
Laralaralalaralaralarala,
moi je serai toujours chez toi.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

das ideologias erradas...

juro que as vezes eu fico pensando se manter um pulmão semi-saudável vale mesmo a pena...

essa noite eu sonhei que fumava, fumava, fumava...
mais que a yara e o minhoca junto!

e era um alívio para o meu cérebro mongol...
juro que era...

saco.

sábado, 14 de novembro de 2009

filmes e realidades...

quando o seu cineasta particular é você mesmo

ou...

"um belo dia a gente acorda e hummmm...
o filme passou por a gente
e parece que já se anunciou o episódio dois"


o difícil é acreditar nisso enquanto o cheiro de menta e pipoca perduram no ar enquanto o mundo vira "nós dois, dois corações bandidos"...
enquanto o pra sempre parece nem sempre acabar...
mas ei... um dia a gente acorda e realmente hummmm... não é que tudo aquilo nem parece mais tanto assim?!
e não é que é mais difícil aceitar isso do que simplesmente virar a página?!

páro, olho pro tempo, suspiro, tento outra vez. sigo a me convencer de que é só uma fase. vai passar! amores tem fases. todos os amores. por que logo os romanticos não haveriam de ter?!
afinal ainda me agrada o cheiro da loção pós-barba especial para não irritar a pele hiper sensível...
ainda me lembro, sem obrigação, de levar o pacote de passatempos sem recheio para uma sessão besta de DVD, enquanto chove...
porque sempre que chove eu lembro que você olha pro céu e diz com aquela sobrancelha torta: ééé... vai ser um toró!

e antes que eu perceba, esboço um sorriso de canto, meio amarelo, e da uma certa angustia, uma certa culpa no coração. da uma vontade de não querer o não sentir. porque o não sentir sequer faz algum sentido...
até ontem não fazia sentido sem você...
não fazia sentido o cinema sem alguém pra reclamar irritantemente do excesso de manteiga na pipoca. não fazia sentido alugar o sexto sentido pela rabagésima vez. não fazia sentido ouvir belle & sebastian ou pintar a casa ouvindo dylan gritando desenfreadamente...

quarta-feira era um dia como outro qualquer, não o dia livre pra sair com as meninas, rir, beber e falar todo tipo de besteira possível e imaginável enquanto você torcia por algum timinho de futebol da terceira divisão do qual você sabia inclusive o nome do massagista...
não era o dia oficial da maledicência, nem da reclamação partidária sexual, nem das informações ultra-secretas em mesas de poker sujas de chocolate, com garçons impacientes nos adorando e servindo margueritas a riviria...
não era a noite de te buscar, na casa de algum amigo ou um bar da asa norte, ligeiramente bêbado e altamente sensual... pra não dizer cômicamente sensual e ter conversas surreais, sexos mirabolantes ou cumplicidade escatológica, sentados no chão do banheiro, apoiando testas e jurando abstinência etílica pro resto da vida!

eu olho pro futuro, eu páro, eu reflito. e se eu não vejo minha pizza favorita no forno, depois de chegar mais tarde do trabalho, pedida com borda de cheddar e uma stella na geladeira, sua sonolenta cara amassada e marcada pela fronha no meio da bochecha... se não vejo que o lixo foi gentilmente descido, o cachorro passeou, as roupas milagrosamente se lavaram e meu coração ligeiramente amolecido louco pra te fazer tão bem quanto eu jamais pensei que conseguisse fazer por alguém... então eu não sei exatamente o que me leva a caminhos tolos, questionadores, inquietos... então eu espano o balãozinho do mal que monta as cenas estranhas e penso que não. por enquanto o hummmm foi momentâneo... e que se acaso um dia, qualquer dia, ele vier pra ficar... ah, nesse dia eu terei ainda mais certeza de que, mesmo o esporádico, será sempre essencial... desde que seja com a gente.

"- A gente devia ser como o pessoal do filme, poder cortar as partes chatas da vida, poder evitar os acontecimentos!
- Num é?!?!"

terça-feira, 20 de outubro de 2009

do que ameniza as coisas...

Tem umas coisas decididamente esquisitas na vida da gente... uma delas, sem dúvida alguma, é se encontrar num ponto de ônibus, ha muito tempo da sua casa, debaixo de chuva semi-fina, muita fome, dores pelo corpo, dores de cabeça, gripe, febre, frio, sem dinheiro, com uma música no mínimo bizarra, pela metade, na cabeça! ...e pensamentos vagos sobre um futuro não tão distante e escolhido a dedo ha poucos minutos antes do cenário macabro...

A outra coisa esquisita é sentir que tá tudo bem assim.

...Porque, por mais que o maldito ônibus demore e te leve mais dois reais que você tecnicamente nem tem, você vai chegar em casa e comer o Sufflair que deixou pra comer ontem, durante o programa do Jô e não teve forças pra se manter acordada. E vai orar, pela rabagésima vez na vida, pelo cidadão ou cidadã que teve o insight de criar um negócio tão incredulamente perfeito, lhe desejando o paraíso eterno, com os homens ou mulheres que preferir, na cama que escolher... como Manuel Bandeira idealizou tão maestralmente...

Porque eu vou chegar em casa e mesmo me irritando com a bagunça que o Fellini faz na sacada, com a caixinha de areia, eu vou me achar uma humana de sorte, que tem um privilégio de ter um gato (quase!) educado, que só faz suas necessidades no devido lugar, me poupando assim um trabalho a mais de limpar, desinfetar e conviver com suas porquices pela casa! E no fim disso tudo, ele ainda amassa pãozinho nas minhas costas (na cara, na cabeça, nos peitos, nos rins e onde mais as patas desgovernadas acertarem) na hora de dormir, e chega esse focinho meio rosa, meio preto, bem no meu nariz e diz te amo, sua chata. E eu durmo melhor, mesmo com a cabeça dele gangrenando meu braço...

E sobretudo, tá tudo bem assim porque, no fim das contas, é assim que eu quero e é isso que me interessa. Não que a minha parte masoquista seja tão contundente... mas é que tem um quê de alívio... tem uma esperança sincera de estar fazendo a coisa certa e não a coisa que eu deveria fazer, é "só" o que eu realmente gostaria de fazer. E se da medo, porque da muito medo!!, então tanto melhor!

E se eu posso escolher alguma coisa pra pedir... a Deus, ao cosmo, ao gerente ou a quem estiver ouvindo e lendo... é só força, calma e um amigo vez ou outra pra aguentar o tranco quando eu resolver que não é bem assim...
porque eu sei que eu sempre resolvo, várias vezes por dia, que não é bem assim!

...Clichê, óbvio, bobo... mas útil que é uma maravilha!

E se tudo isso ainda me fizer fazer cara de nhá... bom, aí alguém vem lá de BH e colabora com a letra da música...

[00:00:21] Renan Penchel diz:
la no ceu tem uma estrelinhaaaaaa
[00:00:28] Renan Penchel diz:
piscando, sempre piscando...
[00:00:49] Renan Penchel diz:
mamãe diz
q qdo pisca
pisca, pisca
é me chamando
[00:01:13] Renan Penchel diz:
qdo eu crescer
qdo eu crescer
o meu papai vai comprar um avião...
[00:01:28] Renan Penchel diz:
vou te buscar
vou te buscar...
minha estrelinha do meu coração.

e então pronto.
porque se a loucura alheia dos seus amigos não te fizer seguir em frente, então talvez seja mesmo a hora de cortar os pulsos...


:D

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

das coisas que a vida tem...

Ta. A vida não é mesmo lá grande coisa... por mais que a minha mãe diga o contrário, cara, ainda tem muita gente chata em fila de supermercado, muita gente que não pega os malditos dos dois reais antes de entrar na merda do ônibus... ainda tem ônibus!
E tem contas necessárias pra pagar e tem contas que se tornam necessárias de acordo com suas necessidades, de acordo com as suas escolhas...
E tem gente que você tem vontade de defenestrar nos tres primeiros segundos dos dia, tem gente que, por mais que você tente, não entende suas noites de Stella, Janis e sacada com um único gato de gênero oposto pra te fazer ponderar...

A vida tem indignos fabricantes de mostarda, como diria Antonio Prata... e gente pra fazer estabelecimentos comerciais com portas de banheiro que abrem pra dentro, e não pra fora!
E gente que gosta de U2, gente que não gosta de modão de viola, gente que não sabe o que é AC/DC...
A vida tem mesmo dias que a tampa da pasta de dente cai no ralinho da pia!
A vida tem dias de tpm que te fazem crer que você não foi feita pra esse mundo... a vida tem dias que ninguém te ama e que você ama todo mundo... e vice-versa!... O vice-versa de preferência na tpm já citada...!
A vida tem um péssimo senso de humor. A vida muda as perguntas, quando você enfim descobre as respostas... sempre!
...Porque a vida, além de tudo, também é clichê pra caramba!

A vida tem casa pra arrumar. E não serve arrumar uma vez por mês, porque ela é um saco e exige você de você todos os dias.
A vida não se enjoa da sua cara, mesmo quando você não se aguenta mais. Mesmo quando você lê livros do Nazarian...
A vida tem pudins de leite condensado azedos. Tem pipocas que dão errado. Tem falta de comunicação e tem falta de explicação...

A vida saiu a Deus...

E às vezes, com uma frequencia que vai de acordo com seu bom senso, ela se lembra e nos joga na cabeça os livros do Sabino pra amenizar, novas perguntas pra interessar, sacada limpa e gatos ronronentos que dividem o queijo e o presunto em dias que basta saber que você ama e te amam, sem muitas frescuras, sem grandes demonstrações...

A minha vida me deu uns amigos, inclusive... amigos que emprestam dinheiro, amigos que pagam a conta quando a coisa tá muito feia e simplesmente “vamo que eu pago”... e vez ou outra, ela também me da a oportunidade, não de pagar, mas de retribuir...
Em outros tantos acontecimentos, a gente carrega pamonha e burla a segurança de hospitais, compramos guaranás absurdos pra satisfazer um paladar exêntrico... presenteamos com gibis do Cebolinha, comemoramos promoções, lamentamos pés na bunda, bebemos o foda-se...
Dividimos os brigadeiros de panela, ouvimos modões de viola, jogamos truco, batemos na mesa, compramos brigas que nem nossas são... gostamos de rock, de mpb, de shows de graça ou não... aparentemente também gostamos tanto de blues que podemos perfeitamente ouvir do lado de fora do teatro... com um vinho e uma fresta que dá exatamente para o palco!
Tomamos banho de chuva, imagem, ação, imagem e ação... tatuagens, histórias, sonhos, estórias... aos trancos e barrancos com a matemática diária somamos, dividimos, subtraímos, multiplicamos... naturalmente e resignadamente...

Porque vá lá, de vez em quando a vida erra na mão e o pudim sai igualzinho ao da foto da receita!
...No parque, com montanha-russa, toalha xadrez e quiçá ar puro.

Das amizades afins...

[15:52:57] Suellen Macedo diz:
parece ser bom... é um curso q eu não faria nem pagando... então eu acho q vc vai gostar



E acreditem... faz todo sentido do mundo!! É uma daquelas amizades que nem Deus, nem Freud, nem Nietzsche explica, sabe?! Então...